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Retenção de talentos em OSCs: como manter bons colaboradores quando o salário não compete com o mercado

Descubra como OSCs retêm bons colaboradores mesmo com salários abaixo do mercado, usando os 5 pilares não financeiros de retenção e as ferramentas de gestão de pessoas disponíveis no HYB.

  • Gabriela FoggiatoGabriela Foggiato
  • 27 de agosto de 2026
  • Gestão Terceiro Setor
Retenção de talentos em OSCs: como manter bons colaboradores quando o salário não compete com o mercado

Perder um bom colaborador em uma OSC custa mais do que parece. Tem o custo financeiro do processo seletivo, o tempo de integração de quem entra, o retrabalho enquanto a vaga fica aberta. Mas o custo mais alto é o que não aparece nos relatórios: o conhecimento institucional que vai embora junto com a pessoa. Como ela se comunicava com determinado parceiro, como entendia as particularidades daquela comunidade, o que fazia a equipe funcionar de um jeito que ninguém documentou. Por isso a retenção de talentos é tão importante.

Segundo o Work Institute, 78% dos motivos pelos quais funcionários pedem demissão poderiam ter sido evitados pelo empregador. Esse dado muda bastante a forma de pensar o problema. Não se trata de uma corrida impossível contra salários maiores, mas de uma série de escolhas de gestão que fazem a diferença entre alguém que fica com propósito e alguém que vai embora com ressentimento.

No Terceiro Setor, o desafio tem uma camada extra. As OSCs raramente conseguem competir em remuneração com o mercado privado e com o setor público. O que elas têm de diferente é a causa, o impacto e o ambiente. E é exatamente nesses três elementos que mora a estratégia de retenção de talentos que funciona.

por que os colaboradores realmente saem

Os motivos reais por trás da rotatividade nas OSCs, segundo quem pediu demissão

78%

dos pedidos de demissão poderiam ter sido evitados pelo empregador

Work Institute 2024

1,5×

o salário anual do colaborador é o custo médio de substituí-lo

1°

motivo de saída citado globalmente: falta de oportunidade de crescimento, não salário

LinkedIn Global Talent Trends 2024

O que os colaboradores de OSCs dizem quando saem:

Falta de reconhecimento Sem perspectiva de crescimento Clima ruim Liderança despreparada Impacto invisível

O que faz as pessoas ficarem, além do salário (retenção de talentos)

Pesquisas com profissionais do Terceiro Setor mostram um padrão consistente: a maioria não aceitou trabalhar em uma OSC esperando o mesmo salário do mercado privado. Eles sabiam da diferença antes de entrar. O que os faz sair não é descobrir que ganham menos, mas perceber que as outras compensações que esperavam encontrar também não estão lá.

Propósito sem visibilidade de impacto. Reconhecimento prometido mas não praticado. Desenvolvimento que nunca acontece. Decisões tomadas de cima para baixo sem espaço para participação. Clima degradado por lideranças despreparadas. São esses os motivos reais por trás da maioria dos pedidos de demissão no setor.

A boa notícia é que nenhum desses fatores custa muito dinheiro para resolver. O que custam é atenção, consistência e um modelo de gestão que trate o colaborador como um ativo estratégico, não como uma variável de custo.

Os 5 pilares de retenção de talentos que funcionam no Terceiro Setor

🎯

1. Propósito visível

O impacto precisa ser concreto, não abstrato. Rituais que mostram resultados reais para toda a equipe, incluindo quem trabalha no administrativo.

🏆

2. Reconhecimento sistemático

Processos fixos de feedback e celebração, não dependentes da memória de cada liderança. Consistência é o que diferencia reconhecimento real.

📈

3. Desenvolvimento real

Crescimento não precisa ser vertical. Novos projetos, formações, mentoria e representação da OSC em eventos são formas reais de desenvolvimento.

🗣️

4. Autonomia e voz

Definir bem os objetivos e dar liberdade sobre como alcançá-los. Pedir a opinião de quem está na ponta antes de tomar decisões que afetam o trabalho dela.

🤝

5. Clima e liderança

As pessoas não saem das organizações, saem dos gestores. Desenvolver lideranças é o investimento com maior retorno em retenção de talentos no setor.

1. Propósito visível, não abstrato

Dizer que “trabalhamos para transformar vidas” não é suficiente para manter ninguém motivado no dia 300 de trabalho. O que retém é o propósito concreto: ver a história da família que foi atendida, acompanhar o progresso de um beneficiário ao longo do tempo, saber que os dados que o colaborador registrou no sistema serviram para embasar uma decisão de política pública.

OSCs que retêm bem criam rituais para tornar o impacto visível. Uma reunião mensal onde um caso de sucesso é compartilhado com toda a equipe. Um relatório interno de indicadores que mostre a evolução dos atendimentos. Uma conversa entre o beneficiário e quem trabalha no administrativo, que raramente tem contato direto com a ponta. O propósito precisa ser visto para ser sentido.

2. Reconhecimento sistemático, não ocasional

O problema com o reconhecimento na maioria das organizações não é que ele não existe. É que ele depende da memória e da disposição de cada liderança em cada momento. Quando o reconhecimento é ocasional, os colaboradores mais visíveis recebem atenção e os que trabalham nos bastidores passam meses sem um retorno qualitativo sobre o próprio trabalho.

Reconhecimento sistemático significa criar processos: um momento fixo na semana para agradecimentos na reunião de equipe, uma prática de feedback trimestral estruturado, comunicação interna que celebre conquistas coletivas e individuais. Não precisa ser caro, precisa ser consistente.

3. Desenvolvimento real, com perspectiva de crescimento aumenta a retenção de talentos

O principal motivo que pesquisas de desligamento apontam globalmente não é salário: é falta de oportunidade de crescimento. No Terceiro Setor, onde as estruturas hierárquicas são enxutas, o crescimento vertical é limitado por definição. Isso exige criatividade para criar outras formas de desenvolvimento.

Crescimento pode ser assumir a coordenação de um novo projeto, participar de uma formação externa custeada pela entidade, tornar-se referência técnica em determinado tema, mentorear um colega mais novo, ou representar a OSC num evento do setor. O que importa é que o colaborador perceba que está evoluindo, não estagnando.

Em Projetos → Projetos → aba Profissionais envolvidos, o HYB permite vincular colaboradores a projetos específicos, com papel definido. Isso cria um histórico de participação que torna o desenvolvimento visível tanto para o colaborador quanto para a liderança, servindo de base para conversas de crescimento e para o planejamento de novas responsabilidades.

4. Autonomia e participação nas decisões ampliam a retenção de talentos

Profissionais que escolhem trabalhar em OSCs geralmente têm um perfil que valoriza propósito e autonomia acima de estrutura e hierarquia. Quando encontram um ambiente onde as decisões vêm sempre de cima e não há espaço para contribuição, a sensação de desalinhamento é rápida.

Autonomia não significa ausência de gestão. Significa definir bem os objetivos e dar liberdade para a pessoa decidir como vai alcançá-los, pedir a opinião de quem está na linha de frente antes de tomar decisões que afetam o trabalho dessa pessoa. Significa criar canais reais de escuta, não apenas pesquisas de clima que nunca geram mudanças visíveis.

5. Clima e qualidade da liderança

A frase mais citada em pesquisas de retenção de talentos é atribuída ao consultor Marcus Buckingham: as pessoas não saem das empresas, saem dos gestores. No Terceiro Setor, onde muitas lideranças chegam a cargos de gestão por competência técnica ou por fundação da entidade, sem necessariamente ter preparo para gerir pessoas, isso é especialmente relevante.

Investir em desenvolvimento de lideranças é, provavelmente, o investimento com maior retorno em retenção de talentos que uma OSC pode fazer. Não precisa ser uma formação cara: grupos de estudo internos, mentorias com líderes do setor, e feedback estruturado entre equipe e liderança já fazem diferença significativa.

OSC com alta rotatividade vs. OSC que retém bem

Alta rotatividade

✕Missão falada, impacto nunca mostrado para a equipe interna
✕Reconhecimento que depende do humor de cada liderança em cada dia
✕Onboarding informal: a pessoa aprende como pode, com quem quiser ajudar
✕Decisões sempre de cima, sem espaço para contribuição de quem está na ponta
✕Liderança chegou por competência técnica, sem preparo para gerir pessoas

Retém bem

✓Rituais mensais que mostram impacto concreto para toda a equipe
✓Processo fixo de feedback trimestral e celebração de conquistas coletivas
✓Onboarding estruturado com missão, papel, referência e reunião de alinhamento no primeiro mês
✓Canais reais de escuta e participação em decisões que afetam o trabalho de cada um
✓Lideranças em desenvolvimento contínuo, com feedback estruturado entre equipe e gestão

Os primeiros 90 dias: onboarding como estratégia de retenção de talentos

A maioria das OSCs investe na contratação e esquece que o processo de retenção de talentos começa no primeiro dia. Um colaborador que entra sem clareza sobre o que se espera dele, sem entender como sua função se conecta à missão da organização e sem referências de apoio para as primeiras semanas, tem muito mais chance de sair antes dos seis meses.

Um processo de onboarding estruturado não precisa ser complexo. O essencial é: apresentação da missão com casos concretos de impacto, clareza sobre o papel e as responsabilidades, um ponto de referência humano para dúvidas do dia a dia, e uma conversa de alinhamento de expectativas ao final do primeiro mês.

A partir do segundo mês, o colaborador novo já pode ser vinculado a projetos concretos no HYB, com papel definido e metas claras. Isso acelera o senso de pertencimento e torna o impacto do trabalho dele visível desde cedo.

plano de ação

O que fazer por pilar para retenção de talentos na sua OSC

Pilar Ação prática Como o HYB ajuda
Propósito visívelReunião mensal com um caso real de impacto apresentado por quem atende na pontaProjetos com metas e resultados registrados, acessíveis à equipe
ReconhecimentoFeedback trimestral estruturado e celebração de aniversários de admissãoCadastros de colaboradores com datas de admissão e aniversário
DesenvolvimentoVinculação do colaborador a projetos com papel definido e conversa semestral de crescimentoProjetos aba Profissionais envolvidos, Plano de Ações
Autonomia e vozCanal fixo de sugestões e participação obrigatória da equipe operacional em revisões de processoPlano de Ações com responsáveis da equipe operacional
Clima e liderançaPesquisa de clima semestral e programa de desenvolvimento para gestores com feedback 360Histórico de colaboradores e setores para acompanhamento de turnover por área

Como o HYB apoia a gestão de pessoas na OSC

O HYB não é um software de RH, mas tem módulos que ajudam a organizar informações sobre a equipe de forma que a gestão de pessoas seja mais intencional e menos reativa.

Em Cadastros → Colaboradores, cada membro da equipe tem um registro completo com dados pessoais, cargo, setor, histórico e datas importantes. Usar esse módulo de forma ativa significa ter visibilidade sobre quem está na equipe, há quanto tempo, em qual função e com qual histórico de participação em projetos.

Em Projetos → Projetos, a aba Profissionais envolvidos permite registrar quem participou de cada projeto e com qual papel. Ao longo do tempo, esse histórico conta a trajetória de desenvolvimento de cada colaborador dentro da organização e serve de base para conversas sobre crescimento e novas responsabilidades.

Em Apoio → Plano de Ações, é possível estruturar planos de desenvolvimento individual com atividades, responsáveis e prazos. Transformar intenções de desenvolvimento em tarefas registradas no sistema é o que diferencia uma conversa de feedback de um compromisso real com o crescimento da pessoa.

Checklist: o que revisar na gestão de pessoas e retenção de talentos da sua OSC
☐Existe um ritual mensal que mostra impacto concreto para toda a equipe, inclusive para o administrativo?
☐O processo de feedback é fixo no calendário ou depende da iniciativa de cada liderança?
☐Há um processo de onboarding estruturado para novos colaboradores, com acompanhamento no primeiro mês?
☐Todo colaborador tem pelo menos um projeto no HYB com papel definido e visível no sistema?
☐Existe uma conversa semestral de desenvolvimento com cada colaborador, com registro de próximos passos?
☐As lideranças recebem feedback estruturado da equipe pelo menos uma vez por ano?
☐Os aniversários de admissão são lembrados e celebrados de alguma forma pela organização?
☐A taxa de turnover é monitorada por setor ou área, para identificar padrões antes que o problema cresça?

HYB, software para o Terceiro Setor

Quer ver como o HYB organiza a gestão de pessoas da sua OSC?

Agende uma demonstração gratuita e conheça os módulos de Colaboradores, Projetos e Plano de Ações que ajudam a tornar o desenvolvimento da equipe visível e intencional.

Solicitar demonstração gratuita >

Perguntas frequentes sobre retenção de talentos em OSCs

Como calcular a taxa de turnover da minha OSC?

+
Divida o número de desligamentos no período pelo número total de colaboradores no início desse período, e multiplique por 100. Se a organização tinha 20 colaboradores em janeiro e perdeu 4 ao longo do ano, a taxa de turnover é de 20%. Para o Terceiro Setor, taxas acima de 20% ao ano costumam indicar um problema estrutural de gestão de pessoas que merece atenção imediata. Monitorar por setor, e não apenas pela organização toda, ajuda a identificar onde o problema é maior.

Vale a pena investir em benefícios não salariais mesmo com orçamento limitado?

+
Vale, mas com foco no que realmente importa para o perfil da equipe. Flexibilidade de horário, home office parcial, acesso a formações e eventos do setor, e reconhecimento público têm impacto real na percepção de valor e no sentimento de pertencimento, ampliando a retenção de talentos. Benefícios mais caros, como plano de saúde empresarial, também fazem diferença grande e costumam reduzir o custo de turnover já no primeiro ano de implementação. O ponto de partida é perguntar para a equipe o que eles mais valorizam, porque a resposta nem sempre é o que o gestor imagina.

Como lidar com colaboradores que pedem aumento e a OSC não tem como oferecer?

+
A conversa sobre salário precisa ser honesta e direta: explicar a realidade financeira da organização, mostrar o que está sendo feito para melhorar e apresentar o que está disponível agora, mesmo que não seja aumento direto. Muitas vezes, o pedido de aumento esconde outra insatisfação: falta de reconhecimento, sensação de estagnação ou carga excessiva de trabalho. Ouvir o que está por trás do pedido é o primeiro passo. Quando não há como oferecer mais salário, demonstrar compromisso com o crescimento da pessoa por outras vias, como um plano de desenvolvimento documentado, pode manter o vínculo enquanto a situação financeira da entidade melhora.

Como estruturar uma entrevista de desligamento útil?

+
A entrevista de desligamento só funciona se a pessoa acreditar que a conversa é genuína e que o que disser pode mudar algo. Perguntas mais úteis: O que te fez começar a considerar sair? O que a organização poderia ter feito diferente para te manter? O que você mudaria na sua experiência aqui? Evite perguntas fechadas e evite conduzir a conversa de forma defensiva. O ideal é que a entrevista seja feita por alguém que não seja o gestor direto da pessoa, para garantir que as respostas sejam mais honestas. E mais importante: os padrões identificados nas entrevistas precisam gerar ações reais, do contrário servem apenas para documentação.

Como usar o HYB para acompanhar o histórico de colaboradores?

+
Em Cadastros, o colaborador tem um registro com dados pessoais, cargo, setor e datas de admissão e aniversário. Esses dados permitem criar lembretes de reconhecimento e acompanhar o tempo de casa de cada pessoa. Em Projetos, a aba Profissionais envolvidos registra em quais iniciativas o colaborador participou e com qual papel. Ao longo do tempo, esse histórico cria uma linha do tempo de desenvolvimento que pode ser usada nas conversas de crescimento. Em Apoio, o Plano de Ações permite registrar os próximos passos acordados em cada conversa de desenvolvimento, transformando intenção em tarefa com prazo e responsável.

# associação# gestão de pessoas# instituição# ong# OSC# retenção de talentos# tecnologia# terceirosetor
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