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Modelo de Orçamento anual para entidades do Terceiro Setor

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Prestação de contas para parceiros privados: o que fundações, empresas e ISPs exigem e como o HYB ajuda 

Descubra o que fundações, empresas e ISPs exigem na prestação de contas e como o HYB ajuda sua OSC a atender cada exigência com organização e clareza.

  • Marina KipperMarina Kipper
  • 28 de julho de 2026
  • Gestão Terceiro Setor, Prestação de Contas

Sua OSC acabou de fechar uma parceria com uma fundação empresarial. O contrato está assinado, o recurso já caiu na conta, e agora vem a pergunta que trava muita entidade: como prestar contas disso? 

Se sua organização já trabalha com editais públicos ou termos de fomento, você provavelmente tem um fluxo rodado para o MROSC. Mas parceiro privado não segue a mesma cartilha. Cada fundação, cada empresa, cada investidor social tem seus próprios critérios, prazos e formatos de relatório. E isso pode gerar retrabalho se a sua entidade não tiver um sistema pensado para dar conta dessa flexibilidade. 

Neste post, você vai entender o que cada tipo de parceiro privado costuma exigir e como organizar sua rotina para atender todos eles sem reinventar o processo a cada nova parceria. 

Por que a prestação de contas para parceiros privados é diferente 

Quando o parceiro é o poder público, as parcerias celebradas por meio de Termo de Fomento, Termo de Colaboração ou Acordo de Cooperação seguem as diretrizes da Lei nº 13.019/2014 (MROSC), além de regulamentações complementares dos entes federativos. 

Nas parcerias privadas não existe um marco regulatório equivalente ao MROSC que padronize a prestação de contas entre todos os financiadores. Isso não significa ausência de regras: obrigações legais contábeis, fiscais, tributárias e de governança continuam valendo para a OSC, independente de quem seja o financiador. 

Na prática, isso significa que sua entidade precisa estar preparada para adaptar o formato do relatório para cada financiador, sem perder a organização interna que sustenta tudo isso. Quem tem centro de custo, indicadores e documentação bem estruturados desde o início consegue moldar essas informações para qualquer exigência que apareça.

Parceiro público (editais e convênios) Parceiro privado (fundações, empresas, ISPs)
Regras definidas pelo MROSC Regras definidas em contrato próprio de cada financiador
Prazos e fases padronizados por lei Prazos e formato variam de parceiro para parceiro
Foco em conformidade legal Foco maior em resultado e impacto

Leia também: Novo Manual MROSC: do planejamento à prestação de contas – Blog HYB

O que fundações e institutos costumam exigir 

Fundações e institutos, principalmente os ligados a grupos empresariais ou familiares, tendem a olhar para o impacto social gerado pelo projeto, não só para a movimentação financeira. 

Entre as exigências mais comuns: 

  • Relatórios de impacto social com indicadores concretos, como número de beneficiários atendidos, evolução de metas e resultados qualitativos 
  • Prestação de contas financeira vinculada diretamente às metas do plano de trabalho apresentado na proposta 
  • Frequência de reporte definida em contrato, que pode ser mensal, trimestral ou apenas ao final do projeto 

O grau de detalhe varia bastante de fundação para fundação. Algumas pedem apenas um relatório consolidado ao fim do repasse. Outras acompanham a execução de perto, com reuniões periódicas e relatórios parciais. 

Saiba mais: Como medir e comunicar o impacto social da sua OSC

O que empresas exigem 

Quando o parceiro é uma empresa, seja via patrocínio direto, seja via fundo de responsabilidade social, o foco de cobrança costuma ser mais objetivo: comprovar que o recurso foi usado exatamente para o que foi proposto. 

As exigências mais frequentes incluem: 

  • Comprovação documental do uso da verba, com notas fiscais, extratos bancários e recibos organizados por rubrica 
  • Alinhamento do relatório final com os objetivos de responsabilidade social ou ESG da empresa financiadora 
  • Cumprimento de contrapartidas contratuais, como visibilidade de marca em materiais de comunicação ou participação em eventos institucionais 

Esse último ponto, as contrapartidas, costuma ser negociado à parte do relatório financeiro, mas também precisa ser rastreado para não gerar ruído na relação com o financiador. 

O que ISPs exigem 

Investidores Sociais Privados (ISPs) costumam priorizar o acompanhamento de resultados e impactos sociais gerados pelo recurso investido, adotando uma gestão mais orientada a indicadores e monitoramento contínuo. 

Entre os pontos mais valorizados: 

  • Métricas de retorno social claras, que mostrem o efeito prático do recurso aplicado 
  • Acompanhamento contínuo da execução, não apenas um relatório ao final do ciclo 
  • Comparação de desempenho entre diferentes organizações apoiadas pelo mesmo investidor, o que exige indicadores padronizados e comparáveis 

Esse tipo de parceiro tende a estabelecer um relacionamento de médio a longo prazo com a OSC, o que torna a comunicação constante ainda mais relevante do que em parcerias pontuais. 

🏛️

Fundações e institutos

  • Indicadores de impacto social
  • Contas vinculadas ao plano de trabalho
  • Frequência de reporte variável
🏢

Empresas

  • Comprovação documental do uso da verba
  • Alinhamento com metas ESG
  • Cumprimento de contrapartidas contratuais
📈

Investidores Sociais Privados (ISPs)

  • Indicadores de impacto social e, quando aplicável, métricas como SROI
  • Acompanhamento contínuo
  • Comparação de desempenho entre organizações

Pontos em comum entre os três tipos de parceiro 

Apesar das diferenças, alguns elementos aparecem em praticamente toda exigência de parceiro privado: 

  • Segregação de contas por projeto ou centro de custo, para separar claramente o que entrou e saiu de cada parceria 
  • Documentação comprobatória organizada e acessível, evitando a corrida por notas fiscais e recibos na hora de montar o relatório 
  • Relatórios padronizados e exportáveis, que possam ser adaptados rapidamente ao formato pedido por cada financiador 
  • Transparência como fator relevante para a continuidade e fortalecimento das parcerias, já que financiador satisfeito com a clareza da prestação de contas tende a manter ou ampliar o apoio 

Ter esses quatro pilares resolvidos na rotina da OSC facilita atender qualquer exigência que apareça, seja de fundação, empresa ou ISP.

Como o HYB ajuda sua OSC nessa rotina 

Projetos 

O módulo Projetos permite vincular cada receita e despesa a um projeto específico, além de cadastrar metas e indicadores de acompanhamento. A aba Relatórios gera documentos automáticos com período de análise, histórico de atividades, indicadores de beneficiários e gráfico de Gantt, prontos para exportação em PDF. 

Isso significa que, quando o financiador pede um relatório de execução, a informação já está organizada e não precisa ser remontada do zero. 

Financeiro 

No módulo Financeiro, o centro de custo permite separar entradas e saídas por projeto ou por parceiro, dando visibilidade clara de quanto entrou e quanto foi gasto em cada parceria. 

Contábil 

Para financiadores que exigem rigor contábil, principalmente empresas com processos de auditoria interna, o módulo Contábil disponibiliza relatórios e demonstrativos contábeis utilizados na gestão e prestação de contas da organização, como balancete de verificação, livro diário e livro razão. 

CRM 

O CRM organiza todo o relacionamento com o financiador. Na aba Atividades, é possível registrar ligações, e-mails, WhatsApp e reuniões, filtrando por doador, parceiro ou associado e por responsável, com visão de pendências (vencidas, hoje, esta semana). Já a aba Relacionamento permite configurar comunicações automáticas por evento, como confirmação de recebimento de contribuição. 

Isso garante que nenhuma comunicação relevante com o parceiro se perca, e que qualquer pessoa da equipe consiga ver o histórico completo da relação com aquele financiador. 

Apoio > Documentos 

Documentos comprobatórios, estatutos, certidões e comprovantes ficam centralizados no módulo Apoio > Documentos, organizados por expedição, recepção, solicitação e empréstimo. A aba Validade permite monitorar prazos de vencimento, evitando que certidões expiradas comprometam a prestação de contas.

Conclusão 

Uma prestação de contas clara e organizada contribui para fortalecer a confiança e aumentar as chances de renovação do apoio. Fundações, empresas e ISPs têm critérios diferentes entre si, mas costumam valorizar os mesmos pilares: transparência, organização e capacidade de demonstrar resultados. Uma prestação de contas clara e consistente fortalece a confiança e pode contribuir para futuras decisões de apoio. 

Com o HYB, sua OSC integra projetos, financeiro, contábil e relacionamento em um único sistema, transformando a prestação de contas de um problema recorrente em um processo natural da rotina.

Pronto para simplificar a prestação de contas da sua OSC?

Integre projetos, financeiro, contábil e relacionamento em um único sistema.

Falar com o HYB
# entidade# fundações# instituição# ISP# ong# OSC# parceiros privados# Prestação de contas# tecnologia# terceiro setor
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