Quem é o doador brasileiro? Descubra os dados mais recentes sobre doações no país
Conheça o perfil do doador brasileiro em 2024 com dados da nova Pesquisa Doação Brasil e entenda as tendências do Terceiro Setor no país.

A arrecadação de doações é uma das principais estratégias utilizadas pelas organizações do Terceiro Setor para garantir a continuidade de suas atividades e, muitas vezes, sua própria existência. Mas surge uma dúvida essencial: você sabe quem é o doador brasileiro?
A nova edição da Pesquisa Doação Brasil trouxe novos dados sobre doações e sobre os doadores brasileiros em 2024. O estudo, realizado bianualmente pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) em parceria com a Ipsos, analisa o perfil de quem realiza doações institucionais, aquelas feitas para ONGs, campanhas e projetos socioambientais.
Com abrangência nacional e representatividade em todas as regiões do Brasil, a pesquisa foi realizada por meio de 1.500 entrevistas online, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
Neste conteúdo, reunimos os principais insights da pesquisa e dados importantes sobre o Terceiro Setor brasileiro. Vamos conferir?
Perfil do doador brasileiro
Dados gerais
- Em 2024, 78% dos brasileiros com mais de 18 anos e renda familiar acima de um salário-mínimo realizaram algum tipo de doação.
- Houve uma queda em relação a 2022, quando o índice era de 84%. Essa retração pode ser explicada por três fatores principais:
- Redução nas doações de bens: de 75% (2022) para 67% (2024);
- Maior cautela na escolha da causa: 86% dos doadores afirmam selecionar cuidadosamente as causas que apoiam;
- Queda na fidelização: apenas 49% mantêm o hábito de doar para as mesmas instituições ano após ano (eram 55% em 2020 e 69% em 2015).
Destaques do perfil
- O grupo de doadores institucionais cresceu e representa 43% da população em 2024.
- A faixa etária entre 30 e 49 anos é a mais ativa em doações.
- Entre os jovens de 18 a 29 anos, 1 em cada 3 realizou algum tipo de doação.
- A prática está equilibrada entre os gêneros: 43% mulheres e 42% homens.
- Escolaridade dos doadores institucionais:
- Ensino Fundamental: 28%, Ensino Médio: 35%, Ensino Superior: 57%
- Renda familiar:
- Até 2 salários-mínimos: 29%
- Acima de 8 salários-mínimos: 63%
- Regiões com maior percentual de doadores institucionais:
- Norte: 49%
- Nordeste: 44%
- Sul: 43%
- 91% dos doadores estão satisfeitos com suas doações, mesmo índice de 2022.
Motivações e influências
Ao serem questionados sobre o que os motiva a doar, os entrevistados destacaram:
- “Acredito na causa que ajudo” – 91%
- “Porque me faz bem” – 89%
Um dado inédito da pesquisa revela que 49% já deixaram de doar após notícias negativas sobre o tema na mídia.
A confiança nas ONGs ainda é um desafio:
- Apenas 30% acreditam que a maioria das ONGs é confiável.
- 33% afirmam que as organizações deixam claro como utilizam os recursos arrecadados.
Influências sociais
O convívio social, seja em ambientes religiosos ou em comunidades, tem o poder de influenciar o doador em 43%, assim como o convívio em família, vizinhos e amigos em 41%, além de campanhas, anúncios ou programas na TV, rádio etc com 20%.
Entre os 15% de doadores que se declararam influenciados pelas redes sociais e por influenciadores digitais, a maior rede social citada foi o Instagram, registrando a impressionante marca de 85% de menções.
Doações: causas, valores e métodos
Causas mais apoiadas
Explorando um pouco mais das doações realizadas, a partir da pesquisa é possível constatar que 3 as causas mais apoiadas são:
- Crianças / causa infantil com 32%;
- Situações emergenciais com 30%;
- Saúde com 26%.
Frequência e valores
Analisando sobre a ótica da frequência das doações, a pesquisa confirmou uma tendência de queda na prática de doação sempre para as mesmas instituições ano após ano, de 53% em 2022 para 49% em 2024. Além disso:
- A mediana anual do valor doado subiu de R$ 300 (2022) para R$ 480 em 2024.
- O total doado em 2024 foi de R$ 24,3 bilhões, um crescimento de 64% em relação a 2022.
Métodos de pagamento
Outra tendência confirmada pela pesquisa é o uso do PIX como método de pagamento de doações. O PIX já conquistou a preferência de 66% dos doadores, enquanto o método de pagamento com dinheiro vivo cai para 26% em 2024.
Doações emergenciais
As doações motivadas por situações emergenciais são relevantes: 50% da população (1 em cada 2 brasileiros) fez esse tipo de doação em 2024.
Após aprendermos um pouco mais sobre o doador brasileiro, iremos entender melhor como o Terceiro Setor está se desenvolvendo no país nos dias de hoje.
O cenário atual do Terceiro Setor
Segundo a atualização do Mapa das Organizações da Sociedade Civil, um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o Brasil contava com 917.727 OSCs até fevereiro de 2025, um crescimento de quase 3% em relação a 2023.
Distribuição regional
- Sudeste: 41,56%
- Nordeste: 24,44%
- Sul: 17,99%
- Centro-Oeste: 8,58%
- Norte: 7,44%
O estado com maior número de OSCs é São Paulo, com 186.100 organizações.
Áreas de atuação
Conforme os indicadores da pesquisa, as maiores áreas de atuação das OSCs são a área de Desenvolvimento e defesa de direitos com 23,4%, seguida da área de Religião com 21,2%.
Estratégia: como atrair o doador brasileiro
Com o crescimento constante do número de OSCs no Brasil, é essencial que as organizações invistam em estratégias para atrair e fidelizar doadores.
Conhecer o perfil do doador brasileiro, como mostramos neste conteúdo, é o primeiro passo. Mas é igualmente importante entender quem são os doadores da sua própria organização, seus hábitos, preferências e motivações.
Esse conhecimento permite criar campanhas mais eficazes, fortalecer o relacionamento e garantir competitividade em um setor cada vez mais dinâmico.
Gostou de conhecer mais sobre o perfil do doador brasileiro? Então aproveite e confira também o conteúdo: “Como se reinventar no Terceiro Setor”. Boa leitura!
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